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TagMulheres Negras

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

MEMÓRIAS: A LUTA PELO NÃO ESQUECIMENTO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial busca estimular as reflexões sobre as questões do debate de memória, principalmente pela memória produzida a partir da morte resultado de violações de Estado, seja por meio das forças policiais, redes de milícias ou facções de tráfico. Haja vista, o direito e garantia de memória no Brasil são ações da resistência do povo negro, pobre, favelado e periférico frente ao genocídio cotidiano do povo negro.

MEMÓRIAS E RESISTÊNCIA ANCESTRAL NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DE ESTADO – UMA ENTREVISTA COM RAFAELA ALBERGARIA

Rafaela Albergaria é uma militante antirracista, abolicionista e feminista negra, assistente social, mestre em Serviço Social, pesquisadora em Direitos Humanos, Política Públicas e Racismo institucional.

Nessa entrevista, a Rafaela Albergaria contou um sobre os impactos das violências do Estado na vida do povo preto e favelado. Mas, também abordou a questão da resistência ancestral e da esperança na busca pela disputa de recontar as nossas histórias.

JUVENTUDES NEGRAS: MEMÓRIAS E TRAJETÓRIAS

Marcelle Decothé, mulher negra periférica, jovem Mestre em Políticas Públicas em Direitos Humanos pela UFRJ e Doutoranda em Sociologia pela PPGS/UFF, militante dos Direitos Humanos, integrante do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro e do Movimento Favelas Na Luta e atualmente coordena a área de Incidência do Instituto Marielle Franco. Nesta entrevista conversamos sobre a questão da organização e dos processos de mobilizações nos territórios que antecedem os passos das Mulheres Negras diante da Luta Conta a Violência do Estado.

MULHERES NEGRAS MOVIMENTANDO A BAIXADA – UMA ENTREVISTA COM FÁTIMA MONTEIRO

Fátima Monteiro, mulher negra que luta pela a liberdade de todas as mulheres, também é agente comunitária de saúde em Jardim Gramacho, moradora de Duque de Caxias e atua com eixos de garantias de direitos da população. Integrante do Fórum de Mulheres, do Movimento Negro Unificado, da Comissão Pequena África e do coletivo Parem de Nos Matar, sempre na luta contra as opressões e pela liberdade do povo preto e nessa entrevista falará sobre as trajetórias percorridas, enfrentamentos contra as violências do Estado e das perspectivas de um futuro digno e feliz para as mulheres negras em nossa sociedade.

MÃE MENINAZINHA DE OXUM ERGUE A VOZ CONTRA OPRESSÃO RACIAL NA BAIXADA FLUMINENSE

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, conversou com Mãe Meninazinha, sobre as celebrações deste dia 25.07.2020, Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha, onde há 28 anos atrás, uma rede de mulheres organizou em Santo Domingos, República Dominicana, um encontro para debater pautas e ações em combate às desigualdades raciais e de gênero que colocam a mulher negra na última categorização das hierarquias sociais, definindo este lugar excludente, como metodologia para subjugar os corpos e as necessidades de mulheres negras.

A LUTA HISTÓRICA CONTRA A VIOLÊNCIA DE ESTADO: UMA ENTREVISTA COM GLÁUCIA MARINHO

O combate ao racismo se faz por muitas vias, Mulheres Negras estão na vanguarda dessa luta. Abrindo essa série de entrevistas, vamos apresentar olhares e reflexões de mulheres negras que estão na linha de frente pela garantia de direitos básicos, na disputa pelo combate ao racismo, e sobretudo, na manutenção da memória preta.
Gláucia Marinho é uma dessas mulheres atravessada por inúmeras resistências.

O CUIDADO E O AFETO COMO FORMA DE ENFRENTAMENTO AO COVID-19

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial esteve reunida com 60 familiares vítimas da violência do Estado, que perderam seus entes queridos pela mãos da polícia e das milícias e outros que sofreram ou sofrem com o sistema prisional, foram dois encontros realizados no espaço do MAB (Nova Iguaçu) e no Galpão Criativo Goméia (Duque de Caxias) seguindo todos os protocolos sanitários.

HERANÇA QUILOMBOLA: MARIA CONGA EM MAGÉ – BAIXADA FLUMINENSE

Toda história de insurreição e resistência que a população afrodescendente constrói na história da luta contra opressão e violência de Estado, tem seu começo no enfrentamento a escravidão negra no Brasil. Aprendemos com as referências ancestrais de pessoas que atravessaram a escravidão, metodologias de enfrentamento coletivos e ações contínuas, que também são organizadas dentro das necessidades de cada tempo.

MÃES DE LUTA: PELO DIREITO À MEMÓRIA E JUSTIÇA RACIAL

Hoje no dia das mães, propomos refletir sobre a maternidade para mulheres que tiveram seus filhos assassinados pelo Estado, e que no dia de hoje perderam o direito de exercer, completamente, sua condição de mãe. Gerar e criar um filho para muitas mulheres, sobretudo as mulheres negras e periféricas é uma missão que exige delas mesmas uma capacidade absurda de responsabilidade, força e coragem.

MÃES DE LUTA

Em uma sociedade patriarcal e machista, são as mães pretas e pobres do Brasil que protagonizam uma luta de reação a violência do Estado, pautadas nas necessidades de garantia da memória, justiça e de reparação. Essa resistência tem como princípio o apoio mútuo entre elas, a passagem de vítima indireta para uma resistente que precisa manter vivo a memória de seus filhos.

ENTREVISTA COM RHAYSA RUAS: POLICIAL É CLASSE TRABALHADORA?

A necessidade da organização e articulação entre as demandas de classe, gênero e raça são urgentes no Brasil. Ainda sobre as reflexões e debates em torno da pergunta: Policial é classe trabalhadora? A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial escutou a advogada, pesquisadora e militante negra comunista Rhaysa Ruas que traçou um panorama sobre esse debate, alinhando a construção histórica da classes trabalhadora com a função social da polícia no curso das lutas sociais.

A RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS NA BAIXADA FLUMINENSE

A subjugação da mulher perpassa por todas as instâncias sociais, principalmente no caso das mulheres negras que são submetidas desde jornadas triplas de trabalho, menores remunerações, objetificação e sexualização do corpo, pouca representatividade política e maiores chances de serem assassinadas e abusadas. As histórias das mulheres negras estão permeadas por resistência, ancestralidade e luta por sobrevivência diária. Por isso, escolhemos contar um pouco da história de uma militante negra importantíssima na luta contra violência de Estado na Baixada Fluminense.