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CategoriaMemória

O APELO DE UMA MÃE: NÃO À PEC DE POLÍCIA PENAL!

As mães e familiares vítimas da violência de Estado são os grandes protagonistas no enfrentamento a violações de direitos humanos no Brasil. Por isso, a IDMJR preparou uma série de entrevistas sobre a vida nas favelas e periferias e os possíveis impactos da aprovação de um conjunto de medidas legislativas que intensificam a militarização na sociedade e estão em tramitação atualmente na ALERJ, são elas: PEC do Socioeducativo, PEC de Polícia Penal e um Projeto de Lei que anistia policiais e bombeiros que foram expulsos por indisciplinas.

DESAPARECIMENTOS FORÇADOS – UMA ENTREVISTA COM PROF. FÁBIO ARAÚJO

Nessa série de entrevistas que tratam sobre desaparecimentos forçados, a IDMJR convidou Fábio Araújo – Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro e pesquisador da Fiocruz. Fábio Araújo é o autor do livro “Das técnicas de fazer desaparecer corpos: desaparecimentos, violência, sofrimento e política”.

PODCAST DA IDMRJ

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial compreende a busca pela garantia a Memória como um dispositivo de reparação histórica e justiça racial. Por isso, estamos lançando uma série de episódios de Podcast sobre direito à memória e a luta de mães e familiares vítimas da violência de Estado.

A TORTURA DE CADA DIA

Os instrumentos de tortura usados nos tempos da escravidão, foram reutilizados pelos torturadores no período ditatorial militar e no desenrolar dos dias. Demonstraram nos mais variados níveis a monstruosidade institucional, corpos contabilizados, vidas dilaceradas e interrompidas, resultado das políticas de apagamento físico e social.

HERANÇA QUILOMBOLA: MARIA CONGA EM MAGÉ – BAIXADA FLUMINENSE

Toda história de insurreição e resistência que a população afrodescendente constrói na história da luta contra opressão e violência de Estado, tem seu começo no enfrentamento a escravidão negra no Brasil. Aprendemos com as referências ancestrais de pessoas que atravessaram a escravidão, metodologias de enfrentamento coletivos e ações contínuas, que também são organizadas dentro das necessidades de cada tempo.

MÃES DE LUTA: PELO DIREITO À MEMÓRIA E JUSTIÇA RACIAL

Hoje no dia das mães, propomos refletir sobre a maternidade para mulheres que tiveram seus filhos assassinados pelo Estado, e que no dia de hoje perderam o direito de exercer, completamente, sua condição de mãe. Gerar e criar um filho para muitas mulheres, sobretudo as mulheres negras e periféricas é uma missão que exige delas mesmas uma capacidade absurda de responsabilidade, força e coragem.

MÃES DE LUTA

Em uma sociedade patriarcal e machista, são as mães pretas e pobres do Brasil que protagonizam uma luta de reação a violência do Estado, pautadas nas necessidades de garantia da memória, justiça e de reparação. Essa resistência tem como princípio o apoio mútuo entre elas, a passagem de vítima indireta para uma resistente que precisa manter vivo a memória de seus filhos.

A RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS NA BAIXADA FLUMINENSE

A subjugação da mulher perpassa por todas as instâncias sociais, principalmente no caso das mulheres negras que são submetidas desde jornadas triplas de trabalho, menores remunerações, objetificação e sexualização do corpo, pouca representatividade política e maiores chances de serem assassinadas e abusadas. As histórias das mulheres negras estão permeadas por resistência, ancestralidade e luta por sobrevivência diária. Por isso, escolhemos contar um pouco da história de uma militante negra importantíssima na luta contra violência de Estado na Baixada Fluminense.

HIDRA IGUAÇUANA: UM PASSADO DE LUTAS E RESISTÊNCIAS NA BAIXADA FLUMINENSE

A resistência pautada na trajetória de mulheres negras na Baixada Fluminense, rememora a fundação desses territórios, pela organização social do Quilombos, que durante boa parte do regime escravagista no Brasil, existiu como enfrentamento à violência e ressignificação das vivências africanas no “Novo Mundo”. Fruto do epistemicídio devido ao racismo estrutural fundante da sociedade brasileira, o legado do nosso povo não é contado nos livros de história, que intensifica ainda mais a invisibilidade e o desconhecimento do legado de resistência e protagonismo do nosso povo na história do país.

CAMPANHA 30 DE ABRIL – DIA DA BAIXADA: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial – IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje a Campanha 30 de abril – Dia da Baixada: Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta contra a violência do Estado na Baixada Fluminense vêm de muito longe. A Campanha pretende publicar 06 entrevistas com lideranças comunitárias , militantes e pesquisadores falando de movimentos e organizações sociais que lutaram e lutam contra a violência do Estado na Baixada e uma mini biografia sobre uma das principais lideranças da Baixada.

LEMBRAR PRA NÃO ESQUECER: RENATO, PRESENTE!

Nesse mês de março, a maior Chacina que ocorreu na Baixada Fluminense, completará 15 anos. Dentre os rastros de violência e destruição deixados nos trechos de Nova Iguaçu à Queimados no dia 31 de março de 2005, em meio aos 29 corpos que tiveram suas vidas interrompidas, estava Renato de Azevedo.

31 DE MARÇO: DA DITADURA MILITAR À MILICIALIZAÇÃO DA VIDA

Após um rápido levantamento com o nosso povo, posso afirmar que pouquíssimas pessoas indicaram Golpe Civil-Empresarial-Militar de 1964 e muito menos da Chacina da Baixada acontecida na Baixada Fluminense no ano de 2005. Portanto, o Estado ao apagar nossas memórias reproduz uma das ferramentas mais racistas na manutenção do capitalismo: o apagamento histórico, um genocídio cultural que retira a nossa herança histórica.