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CategoriaMemória

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

MEMÓRIAS: A LUTA PELO NÃO ESQUECIMENTO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial busca estimular as reflexões sobre as questões do debate de memória, principalmente pela memória produzida a partir da morte resultado de violações de Estado, seja por meio das forças policiais, redes de milícias ou facções de tráfico. Haja vista, o direito e garantia de memória no Brasil são ações da resistência do povo negro, pobre, favelado e periférico frente ao genocídio cotidiano do povo negro.

LANÇAMENTO: BAIXADA NEGRA VIVA

Na sociedade capitalista estruturada no racismo e patriarcado, entendemos que o combate ao racismo é diário, cotidiano e incessante. Nesse contexto, a Iniciativa Direito Memória e Justiça Racial organiza a “Campanha Baixada Negra Viva” uma série de atividades e ações de enfrentamento ao racismo no debate de segurança pública na Baixada Fluminense.

JUSTIÇA AFETIVA: LUTO QUE RESSIGNIFICA A MATERNIDADE EM LUTA

Na última sexta- feira, dia 23 de Outubro de 2020, completou 3 anos que o adolescente Fernando Ambrósio foi assassinado pelo Estado em uma operação do Bope, através da constante violência policial comandada pelo Estado que promove tragédias cotidianas na Baixada Fluminense. No bairro Lagoa do Sapo em Japeri, onde Fernando morava, a família Bicó e amigos se reuniram para a construção do memorial Fernando Ambrósio em homenagem à luta e saudade que move essa comunidade junto com a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e o Observatório de Favelas.

O APELO DE UMA MÃE: NÃO À PEC DE POLÍCIA PENAL!

As mães e familiares vítimas da violência de Estado são os grandes protagonistas no enfrentamento a violações de direitos humanos no Brasil. Por isso, a IDMJR preparou uma série de entrevistas sobre a vida nas favelas e periferias e os possíveis impactos da aprovação de um conjunto de medidas legislativas que intensificam a militarização na sociedade e estão em tramitação atualmente na ALERJ, são elas: PEC do Socioeducativo, PEC de Polícia Penal e um Projeto de Lei que anistia policiais e bombeiros que foram expulsos por indisciplinas.

DESAPARECIMENTOS FORÇADOS – UMA ENTREVISTA COM PROF. FÁBIO ARAÚJO

Nessa série de entrevistas que tratam sobre desaparecimentos forçados, a IDMJR convidou Fábio Araújo – Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro e pesquisador da Fiocruz. Fábio Araújo é o autor do livro “Das técnicas de fazer desaparecer corpos: desaparecimentos, violência, sofrimento e política”.

ENTREVISTA COM DONA IZILDETE – DESAPARECIMENTOS FORÇADOS E IMPUNIDADE

Assistimos na Baixada Fluminense um constante aumento dos casos de desaparecimentos forçados após a ascensão e domínio das milícias nos territórios. São justamente as áreas com maior número de denúncias e depoimentos de desaparecimentos forçados controladas por milícias que de forma arbitrária e violenta encarceram, assassinam e desaparecem com os corpos dessas pessoas.

PODCAST DA IDMRJ

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial compreende a busca pela garantia a Memória como um dispositivo de reparação histórica e justiça racial. Por isso, estamos lançando uma série de episódios de Podcast sobre direito à memória e a luta de mães e familiares vítimas da violência de Estado.

A TORTURA DE CADA DIA

Os instrumentos de tortura usados nos tempos da escravidão, foram reutilizados pelos torturadores no período ditatorial militar e no desenrolar dos dias. Demonstraram nos mais variados níveis a monstruosidade institucional, corpos contabilizados, vidas dilaceradas e interrompidas, resultado das políticas de apagamento físico e social.

HERANÇA QUILOMBOLA: MARIA CONGA EM MAGÉ – BAIXADA FLUMINENSE

Toda história de insurreição e resistência que a população afrodescendente constrói na história da luta contra opressão e violência de Estado, tem seu começo no enfrentamento a escravidão negra no Brasil. Aprendemos com as referências ancestrais de pessoas que atravessaram a escravidão, metodologias de enfrentamento coletivos e ações contínuas, que também são organizadas dentro das necessidades de cada tempo.

MÃES DE LUTA: PELO DIREITO À MEMÓRIA E JUSTIÇA RACIAL

Hoje no dia das mães, propomos refletir sobre a maternidade para mulheres que tiveram seus filhos assassinados pelo Estado, e que no dia de hoje perderam o direito de exercer, completamente, sua condição de mãe. Gerar e criar um filho para muitas mulheres, sobretudo as mulheres negras e periféricas é uma missão que exige delas mesmas uma capacidade absurda de responsabilidade, força e coragem.

MÃES DE LUTA

Em uma sociedade patriarcal e machista, são as mães pretas e pobres do Brasil que protagonizam uma luta de reação a violência do Estado, pautadas nas necessidades de garantia da memória, justiça e de reparação. Essa resistência tem como princípio o apoio mútuo entre elas, a passagem de vítima indireta para uma resistente que precisa manter vivo a memória de seus filhos.