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TagRacismo

BRANQUITUDE, ESQUECIMENTO E RACISMO

Era o ano de 2019, quando um militante de um movimento social que se colocava como um desconstruído na luta antirracista e que dizia reconhecer seus privilégios, realizou uma série de ações racistas contra um corpo de uma mulher negra, também militante.

#DIADABAIXADA E ATUAÇÃO DA INICIATIVA

A IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje as comemorações do 30 de abril – Dia da Baixada. Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta vêm de muito longe!

GEORGE FLOYD: DO ASSASSINATO AO JULGAMENTO

Durante a última semana o julgamento do policial Derek Chauvin que assassinou George Floyd mobilizou o mundo inteiro, e não foi diferente aqui no Brasil. Com o resultado do julgamento e o policial sendo declarado culpado, movimentos e Organizações negras e de direitos humanos celebraram essa condenação, mas a reflexão que desejamos partilhar com vocês é: será que toda essa celebração não pode potencializar o direito penal ou criminal que nos mata e encarcera todo o dia? Será que essa condenação , resolverá o problema da Violência policial nos EUA contra a população negra?

O CIDADÃO POLÍCIA: A OFENSIVA CRISTÃ NO DEBATE DE SEGURANÇA PÚBLICA

Desde o processo de invasão do Brasil, passando pelos processos escravagistas, foi se criando por parte do Estado a distinção de cidadão de bem e inimigos públicos. Em que o cidadão de bem colabora com o Estado e exerce sua cidadania de forma plena e goza de direitos sociais. Por outro lado, foi criado o inimigo público, o alvo a ser confrontado, a parcela da população a ser extinta, a criminalização da pobreza.

ANALISANDO A ESCRAVIDÃO: A SEGURANÇA PÚBLICA COMO MÉTODO DE VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO

No complexo debate da historiografia, como pensar essas estruturas exploratórias por meio da vigilância dos corpos, que na escravidão foi definidora das hierarquias, alicerçando funções de trabalho, inicialmente como os feitores e capatazes, nos períodos seguintes torna-se o trabalho da Guarda Nacional, posteriormente Polícia Militar, e seguindo a atualização dos sistemas escravagistas / capitalistas estrutura-se nos modelos do que temos na ideia atual de Segurança Pública, e segue cumprindo sua função de limpeza étnica e genocída.

6 MESES DE PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS

Ao longo de 6 meses de implementação da liminar que impede as operações policiais no território fluminense, identificamos um total de 171 operações policiais ocorridas apenas na Baixada Fluminense. Sendo 89% das operações policiais realizadas na região são feitas pela Polícia Militar e 11% pela Polícia Civil.
Estamos assistindo ao completo descaso no cumprimento da liminar que proíbe as operações policiais durante a quarentena – desde que em circunstâncias excepcionais. Portanto, todas essas ações que continuam acontecendo no território são ilegais e descumpre uma liminar do STF.

CONFIRA: DOSSIÊ DE OLHO NA ALERJ

O Dossiê De Olho na Alerj é fruto do nosso projeto de monitoramento e sistematização das ações e proposições legislativas no campo da Segurança Pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Uma realização da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial com a parceria da Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Justiça Global e apoio do Fundo Saap/ Fase.

ATO POR EMILY E REBECA – BAIXADA FLUMINENSE: EXISTE E RESISTE!

Na última sexta-feira, Emilly Victoria, de 4 anos e Rebeca Beatriz , de 7 anos, foram vítimas da dita bala perdida, vindo a óbito. Com mais essas duas mortes, chegamos a 12 crianças mortas por bala perdida na Baixada Fluminense-RJ. Para Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial essas mortes são responsabilidade do Estado e que não devemos cair na armadilha da dualidade: se foi polícia ou tráfico que dispararam.

PACIFISMO DA BRANQUITUDE

O discurso pacifista observado, por nós, da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial é oriundo dos privilégios da própia branquitude, que têm seus corpos historicamente resguardados e intocáveis nessa sociedade. Por isso, afirmamos que esse discurso pacifista pode representar mais do que uma simples narrativa e sim mecanismos de manutenção de privilégios através da contenção das revoltas populares.

ACESSO A INFORMAÇÕES SOBRE DESAPARECIMENTOS FORÇADOS

Os métodos de desaparecimentos forçados de corpos vem cotidianamente sendo utilizado como forma de terror do Estado em diferentes tempos históricos e sob distintas condições. O caráter de privação de liberdade através da captura, sequestro, tortura, mutilação e outros métodos torpes de desumanização e controle de corpos que se inicia no processo escravista que passa durante a vigência do período ditatorial brasileiro deixaram marcas latentes na memória social e na atuação política da sociedade até os dias atuais. Apenas  nos 5  meses  de  2019,  531  pessoas desapareceram, um  aumento  de  6,2%  em  relação ao  mesmo  período  de  2018. 

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

MEMÓRIAS: A LUTA PELO NÃO ESQUECIMENTO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial busca estimular as reflexões sobre as questões do debate de memória, principalmente pela memória produzida a partir da morte resultado de violações de Estado, seja por meio das forças policiais, redes de milícias ou facções de tráfico. Haja vista, o direito e garantia de memória no Brasil são ações da resistência do povo negro, pobre, favelado e periférico frente ao genocídio cotidiano do povo negro.