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TagRacismo

6 MESES DE PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS

Ao longo de 6 meses de implementação da liminar que impede as operações policiais no território fluminense, identificamos um total de 171 operações policiais ocorridas apenas na Baixada Fluminense. Sendo 89% das operações policiais realizadas na região são feitas pela Polícia Militar e 11% pela Polícia Civil.
Estamos assistindo ao completo descaso no cumprimento da liminar que proíbe as operações policiais durante a quarentena – desde que em circunstâncias excepcionais. Portanto, todas essas ações que continuam acontecendo no território são ilegais e descumpre uma liminar do STF.

CONFIRA: DOSSIÊ DE OLHO NA ALERJ

O Dossiê De Olho na Alerj é fruto do nosso projeto de monitoramento e sistematização das ações e proposições legislativas no campo da Segurança Pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Uma realização da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial com a parceria da Rede de Comunidades e Movimento contra a Violência, Justiça Global e apoio do Fundo Saap/ Fase.

ATO POR EMILY E REBECA – BAIXADA FLUMINENSE: EXISTE E RESISTE!

Na última sexta-feira, Emilly Victoria, de 4 anos e Rebeca Beatriz , de 7 anos, foram vítimas da dita bala perdida, vindo a óbito. Com mais essas duas mortes, chegamos a 12 crianças mortas por bala perdida na Baixada Fluminense-RJ. Para Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial essas mortes são responsabilidade do Estado e que não devemos cair na armadilha da dualidade: se foi polícia ou tráfico que dispararam.

PACIFISMO DA BRANQUITUDE

O discurso pacifista observado, por nós, da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial é oriundo dos privilégios da própia branquitude, que têm seus corpos historicamente resguardados e intocáveis nessa sociedade. Por isso, afirmamos que esse discurso pacifista pode representar mais do que uma simples narrativa e sim mecanismos de manutenção de privilégios através da contenção das revoltas populares.

ACESSO A INFORMAÇÕES SOBRE DESAPARECIMENTOS FORÇADOS

Os métodos de desaparecimentos forçados de corpos vem cotidianamente sendo utilizado como forma de terror do Estado em diferentes tempos históricos e sob distintas condições. O caráter de privação de liberdade através da captura, sequestro, tortura, mutilação e outros métodos torpes de desumanização e controle de corpos que se inicia no processo escravista que passa durante a vigência do período ditatorial brasileiro deixaram marcas latentes na memória social e na atuação política da sociedade até os dias atuais. Apenas  nos 5  meses  de  2019,  531  pessoas desapareceram, um  aumento  de  6,2%  em  relação ao  mesmo  período  de  2018. 

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

MEMÓRIAS: A LUTA PELO NÃO ESQUECIMENTO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial busca estimular as reflexões sobre as questões do debate de memória, principalmente pela memória produzida a partir da morte resultado de violações de Estado, seja por meio das forças policiais, redes de milícias ou facções de tráfico. Haja vista, o direito e garantia de memória no Brasil são ações da resistência do povo negro, pobre, favelado e periférico frente ao genocídio cotidiano do povo negro.

LANÇAMENTO: BAIXADA NEGRA VIVA

Na sociedade capitalista estruturada no racismo e patriarcado, entendemos que o combate ao racismo é diário, cotidiano e incessante. Nesse contexto, a Iniciativa Direito Memória e Justiça Racial organiza a “Campanha Baixada Negra Viva” uma série de atividades e ações de enfrentamento ao racismo no debate de segurança pública na Baixada Fluminense.

JUSTIÇA AFETIVA: LUTO QUE RESSIGNIFICA A MATERNIDADE EM LUTA

Na última sexta- feira, dia 23 de Outubro de 2020, completou 3 anos que o adolescente Fernando Ambrósio foi assassinado pelo Estado em uma operação do Bope, através da constante violência policial comandada pelo Estado que promove tragédias cotidianas na Baixada Fluminense. No bairro Lagoa do Sapo em Japeri, onde Fernando morava, a família Bicó e amigos se reuniram para a construção do memorial Fernando Ambrósio em homenagem à luta e saudade que move essa comunidade junto com a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e o Observatório de Favelas.

MILITARIZAÇÃO DA POLÍTICA: DA DIREITA À ESQUERDA

Com a eleição da chapa Bolsonaro/Mourão essa militarização da política ganhou mais força. No governo Bolsonaro vemos militares ocupando cargos de ministros, comandando estatais e definindo toda a orientação política do Estado. Essa militarização também se consolida com candidaturas militares no campo da esquerda e consolida a adesão da esquerda à tese das “reformas” das Polícia – que lembremos são legados autoritários da ditadura militar. Hoje tanto a direita, como a esquerda precisa de um policial para chamar de seu ou sua, mas a questão não passa pelas pessoas e sim pela instituição polícia.