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TagViolência de Estado

FALSA SAÍDA: CÂMERAS NAS VIATURAS E UNIFORMES DOS POLICIAIS

Está em votação hoje na Alerj, o Projeto de Lei de nº 265/2015 de autoria do Deputado Estadual Carlos Minc (PSB) dispõe que o Poder Executivo deverá instalar câmeras de vídeo e de áudio nas viaturas automotivas que vierem a ser adquiridas para servir as áreas de Segurança Pública e Defesa Civil, e também autoriza a instalação de microcâmeras nos uniformes dos policiais.

CHACINA DO JACAREZINHO: ABOLIR A POLÍCIA É O ÚNICO CAMINHO

Ontem, dia 06 de maio de 2021, mais uma favela, neste caso a favela do Jacarezinho sofreu com a Violência Policial. A operação gerou o assassinato de 29 pessoas, este fato não é algo isolado ou aleatório, pelo contrário é uma regra e histórico. Diante de mais essa carnificina realizada pelo Estado contra um território negro abolir a polícia é o único caminho. Não trata-se de um sonho, e sim, algo concreto e já é uma realidade e está em processo.

QUILOMBO HIDRA DE IGUASSÚ: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS NA LUTA CONTRA AS VIOLAÇÕES DO ESTADO

A história da Baixada Fluminense é atravessada pela ideia de que esses municípios são abandonados e negligenciados, tendo uma população sem identidade coletiva, porém quando analisamos os processos de apagamento que a baixada sofreu percebemos que essa narrativa foi estruturada para o não pertencimento, sendo essas características pejorativas parte de uma produção sistematizada pelo Estado.

#DIADABAIXADA E ATUAÇÃO DA INICIATIVA

A IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje as comemorações do 30 de abril – Dia da Baixada. Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta vêm de muito longe!

GEORGE FLOYD: DO ASSASSINATO AO JULGAMENTO

Durante a última semana o julgamento do policial Derek Chauvin que assassinou George Floyd mobilizou o mundo inteiro, e não foi diferente aqui no Brasil. Com o resultado do julgamento e o policial sendo declarado culpado, movimentos e Organizações negras e de direitos humanos celebraram essa condenação, mas a reflexão que desejamos partilhar com vocês é: será que toda essa celebração não pode potencializar o direito penal ou criminal que nos mata e encarcera todo o dia? Será que essa condenação , resolverá o problema da Violência policial nos EUA contra a população negra?

VIDAS SEM POLÍCIAS?

Enquanto professor de sociologia volta e meia temas como violência urbana e segurança pública vem à tona nos debates em sala de aula. Sendo que violência urbana já fez parte dos temas abordados no currículo mínimo da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Por esses e outros motivos a gente aborda em nossos trabalhos nas escolas e espaços de educação popular, a questão da polícia e outras instituições de segurança pública na sociedade como algo social e histórico, e não de forma naturalizada.

POR MEMÓRIA E JUSTIÇA: JOANA E MARCOS PAULO

Marcos Paulo e Joana Bonifácio tiveram a coincidência de serem mortos em estações de trem da Supervia, e a coincidência para por aí, pois o motivo que resultou em suas mortes, é algo histórico e que estrutura todas as relações e formas de controle de corpos e metodologias de genocídio no Brasil e na Baixada Fluminense nessa sociedade capitalista, o racismo.

100 DIAS DE OPERAÇÕES POLICIAIS EM BELFORD ROXO

A IDMJR ressalta que já são 100 dias ininterruptos de uma megaoperação policial para implementação de um destacamento de Policía Militar. No total, foram 26 operações policiais, 28 registros de tiroteios e 03 chacinas que resultaram em mais de 30 pessoas assassinadas. Essas violações vem acontecendo e desrespeitando a liminar de suspensão das Operações Policiais expedida pelo Ministro Faccin do Supremo Tribunal Federal que proíbe operações policiais durante a pandemia de Covid-19.

10 MESES DE PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS

Já são 10 meses de proibição da realização de operações policiais durante o período de isolamento social em todo o território do Rio de Janeiro, a IDMJR segue acompanhando e sistematizando os principais impactos da liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin no dia 06 de junho de 2020 – ressalta-se que esta liminar foi expedida antes dos pareceres do STF para ADPF 635¹.

ABOLIÇÃO DAS POLÍCIAS: UMA PESQUISA DE OPINIÃO SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial percebe a importância de estimular o debate público sobre como os indivíduos avaliam o atual sistema de segurança pública brasileira, bem como, a possibilidade e o interesse de pensar em um mundo sem polícias e sem prisões.
Por isso, entendemos a importância de criar um diagnóstico sobre a relação da polícia com a sociedade, bem como, qual o atual impacto social do debate de abolicionismo das polícias e prisional.

A URGÊNCIA DA ABOLIÇÃO DA POLÍCIA E UMA NOTA SOBRE ANTIRRACISMO MORAL

Como já havia ocorrido em anos anteriores diante de casos como este, nos EUA, houve forte reação de vários setores do movimento negro, com manifestações em torno do lema Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado junto ao movimento em 2013. Mas o pequeno deslocamento se deu pela emergência, em meio aos protestos, de uma demanda bem concreta, pontual e imediata: a abolição da polícia.

O CIDADÃO POLÍCIA: A OFENSIVA CRISTÃ NO DEBATE DE SEGURANÇA PÚBLICA

Desde o processo de invasão do Brasil, passando pelos processos escravagistas, foi se criando por parte do Estado a distinção de cidadão de bem e inimigos públicos. Em que o cidadão de bem colabora com o Estado e exerce sua cidadania de forma plena e goza de direitos sociais. Por outro lado, foi criado o inimigo público, o alvo a ser confrontado, a parcela da população a ser extinta, a criminalização da pobreza.

ANALISANDO A ESCRAVIDÃO: A SEGURANÇA PÚBLICA COMO MÉTODO DE VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO

No complexo debate da historiografia, como pensar essas estruturas exploratórias por meio da vigilância dos corpos, que na escravidão foi definidora das hierarquias, alicerçando funções de trabalho, inicialmente como os feitores e capatazes, nos períodos seguintes torna-se o trabalho da Guarda Nacional, posteriormente Polícia Militar, e seguindo a atualização dos sistemas escravagistas / capitalistas estrutura-se nos modelos do que temos na ideia atual de Segurança Pública, e segue cumprindo sua função de limpeza étnica e genocída.