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Por IDMJRacial

A partir dos documentos obtidos com exclusividade pelo Jornal Extra, foram informadas as negociações existentes entre a Secretaria de Segurança Pública com o Serviço de Segurança Diplomática (DSS) dos EUA. A cooperação internacional está sendo construída desde junho de 2024 devido as relações do Comando Vermelho com cartéis da América do Sul na comercialização de drogas para os Estados Unidos.

Caso o Comando Vermelho seja reconhecido como uma Organização Criminosa Transnacional (TCO, na sigla em inglês), outras agências do governo americano também podem combater a atuação do varejo de drogas. Entre elas, estão a Drug Enforcement Administration (DEA) e a Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF). Além da criação de alertas no sistema americano de imigração, impedindo a entrada de membros da facção de tráfico nos EUA.

A IDMJRacial já vinha apontando a relação das facções brasileiras com redes internacionais de tráficos de drogas. Durante as análises de conjuntura internacional internas da nossa organização, identificamos o aumento de parcerias internacionais nos mercados de regulação e controle de drogas e armas com a retomada de Trump ao poder. 

Em contrapartida, assistimos ao avanço de pautas conservadoras e ataques a direitos sociais. Uma ofensiva e um corte de financiamento das iniciativas humanitárias e continuidades de projetos sociais nos temas de combate a desigualdades sociais, justiça racial, crise climática e diversidades sexuais, bem como, endurecimento das regras migratórias e saída de espaços de diálogos de políticas internacionais (OMS) e fim de políticas afirmativas e garantia às liberdades de expressão e aumento do poderio das Bigs Techs.

A política internacional norte-americana aponta para um breve futuro de intensificação da militarização, controle e vigilância populacional através de novas tecnologias de produção de morte. Ressalta-se que o Governo do Rio de Janeiro em 2022 foi o estado  que mais importou armas e munições no Brasil, cerca de US$73,3 milhões de dólares, sendo responsável por 33% de toda a importação de armas e munições para o território nacional, conforme dados do ComexStat.

A tentativa de reconhecer o Comando Vermelho como uma Organização Criminosa Transnacional evidencia a aproximação do aparelho policialesco norte-americano e brasileiro em um viés de enfrentamento a violência baseado na dita “guerra às drogas” que resulta apenas no avanço do genocídio da população negra diaspórica. 


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