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Por Ane Rocha


A IDMJR tem acompanhado o Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro diariamente e tem observado os valores absurdos voltados para armamento das polícias nos últimos meses, no Diário Oficial do dia 10/11/2022 foi publicado um despacho, autorizando a aquisição de 500 (quinhentas) unidades de espingardas, calibre 12, totalizando o valor de R$3.459.000,00 (três milhões, quatrocentos e cinquenta e nove mil reais).

O aumento do armamento bélico para as polícias resulta em uma maior parcela do povo preto, pobre e periférico sendo morto e criminalizado pelo Estado. O investimento em maior poder bélico contribui para o crescimento da violência através de constantes conflitos armados nas ruas e vielas da cidade, que intensifica a militarização de todas as esferas da sociedade.

 Ademais, podemos perceber o quão oneroso é o sistema militar nos cofres públicos quando na Lei Orçamentária Anual – LOA 2023, a previsão para o orçamento de  segurança pública é em sua maioria voltado para a estrutura das polícias. Haja vista, valores altíssimos de investimento, somando em torno de R$ 10,6 bilhões de reais. A IDMJR publicou o Dossiê Orçamentário com uma análise das contas públicas para 2023, em que foi discutido o aumento dos gastos públicos na área de segurança pública e a redução da previsão de orçamento para Educação e Assistência Social.

O Estado legitima a política de morte produzida pela polícia,dando carta branca para as chacinas disfarçadas de operações policiais que acumulam altos índices de letalidade, colocando a população pobre, preta e periférica em maior vulnerabilidade. Não é sobre a dita guerra às drogas ou apreensão de armas,nem mesmo o combate à criminalidade ,é sobre o extermínio da população preta. A IDMJR acredita no fim das polícias e o desfinanciamento delas é um dos caminhos para enfrentar as cotidianas violações cometidas pelo Estado em favelas e periferias. 

Confira mais informações sobre o orçamento de segurança pública de 2023, acesse o nosso dossiê orçamentário.


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