por IDMJRacial
O Carnaval sempre foi mais que festa,sempre foi território do povo, sempre foi voz de quem foi silenciado , exterminado e torturado.
E é na avenida, no batuque e no corpo que a gente lembra: Não existe liberdade enquanto existir um sistema que encarcera, assassina e controla os mesmos corpos de sempre, os corpos negros.
Estamos denunciando o sistema policial e prisional brasileiro que encarcera em massa pessoas negras e pobres, que naturaliza a violência policial que transforma a prisão em política social e que herda a lógica do controle escravista.
A escravidão acabou no papel,mas o controle dos corpos negros continua — agora com farda, cela e grade

Abolicionismo não é ausência de responsabilização, mas outra forma de pensar segurança, cuidado e sociedade.

Defendemos:
✔ Fim da política de encarceramento
✔ Redução da violência policial, até a abolição das polícias
✔ Desinvestimento das Polícias
✔ Investimento em Políticas de Promoção da vida: educação, saúde ,moradia…
✔ Vida digna para o povo preto

E por que no Carnaval lançamos esta mobilização em 2026?
Porque o carnaval nasceu da cultura negra, foi sempre espaço de resistência e que falou e cantou o que o poder da branquitude queria e quer calar.
Estamos com uma série de ações que mostram como o carnaval, os sambas enredo, as escolas de samba e as ruas fantasiam a liberdade todos anos!
Neste momento estamos no final do Mini Curso Sambas Enredo como Pedagogia Abolicionista, e lançamos um texto sobre o tema1 e mais:
ESTAREMOS NAS RUAS DURANTE O CARNAVAL! _Com adesivos, leques, materiais que reforçam a importância do carnaval na luta abolicionista, pelo fim das prisões e das polícias, POR LIBERDADE!

Neste carnaval se proteja andando sempre em grupo, bebendo bastante água, colocando roupas leves e usando máscaras e /ou muitas pinturas /adesivos no rosto para fugir do controle da política de câmeras com reconhecimento facial, que veio apenas para identificar, criminalizar e controlar o povo preto!

O samba denuncia.
O tambor lembra.
O desfile é manifesto.
A avenida é território político e preto!

