POR IDMJRACIAL
Hoje, 27/02, várias favelas do Rio de Janeiro amanheceram sob tiroteio e puro terror.
As polícias realizam operação em mais de 13 favelas, afetando 62 escolas, mais de 20 mil alunos, além do transporte público e serviços de saúde. Por mais de 7 horas a violência dominou. As violações seguem acontecendo mesmo com estado estando sob o regime da ADPF 635: são inúmeras denúncias que evidenciam o não uso de câmeras corporais pelos batalhões, invasões a residências que foram inclusive usadas como base operacional no confronto, expondo os moradores a perigos ainda mais extremos. Sequer haviam ambulâncias para socorrer os feridos.

O Ministério Público foi acionado, mas as respostas apresentadas, mais uma vez, não chegam à altura da gravidade das violações denunciadas. Até quando crianças e jovens terão seus direitos negados devido às ações de segurança pública?
Quantos moradores são impedidos de viver seu cotidiano? A segurança pública hoje não protege, mas proíbe o acesso à educação, saúde e qualidade de vida nas favelas e periferias. Quantas vidas são marcadas pela barbárie, violência e mortes?

Sob a justificativa de preparar a cidade para os mega eventos, como a vinda do G20, o poder público volta-se novamente para as favelas aprofundando a lógica sanguinária da matança.
Por isso questionamos: quanto custa aos cofres públicos uma operação policial? Operações estas que produzem apenas mortes, feridos e leva ainda mais insegurança aos territórios negros. Quem ganha quando o estado escolhe direcionar seus recursos para uma política irracional e genocida, enquanto vemos escolas, hospitais, equipamentos de cultura e lazer extremamente sucateados e abandonados pelo poder público? Pensar o desinvestimento das polícias pode ser um caminho ainda pouco fomentado para construirmos uma política de controle da violência policial que diante da barbárie estatal pode colaborar com a preservação da vida preta, pobre , favelada e periférica.


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