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Por IDMJR


Segundo a Resolução n° 65/2009 da ONU, hoje é considerado o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados desde dezembro de 2010. No Brasil esta violência é estruturante desde o sequestro em África, passando por processos como a ditadura civil-empresarial militar, chegando aos dias atuais com projeto de milicialização em favelas e periferias. Afinal, onde desaparecimentos forçados é uma técnica de produção de terror  e tortura produzida pelo Estado.

A IDMJR vem cotidianamente denunciando , dialogando com moradores(as), em especial da Baixada Fluminense e incidindo nacional e internacionalmente sobre os desaparecimentos forçados. Trata-se da continuidade de uma luta contra mais essa Violência Estatal, que pode ser materializada nas seguintes ações e produtos que seguimos construindo:

  1. Campanha Onde Está meu Filho?1 produzida com familiares de vítimas de desaparecimentos forçados no Estado do RJ, lançada em fevereiro de 2022.
  2. O Filme Nossos Corpos são Nossos Livros, lançado em outubro de 2021, fala sobre os desaparecimentos forçados a partir da narrativas de um familiar vítima de desaparecimento forçado, especialistas do tema, militantes sociais e uma liderança de povo de terreiro.

3. No ano de 2021, lançamos um boletim chamado “DESAPARECIMENTOS FORÇADOS: da escravidão às milicias” que trouxe dados específicos sobre esse crime, apontando a Baixada como espaço histórico desses processos, onde só entre 2003 e 2021 ocorreram 1,2 milhões de desaparecimentos forçados sendo 30% acontecidos na Baixada Fluminense.

E, em outubro teremos mais um Boletim sobre Desaparecimentos Forçados apresentando o atual cenário de violência urbana em territórios dominados pelas milícias na Baixada Fluminense.

E como bem refletem as religiões de Matrizes Africanas esta interrupção brutal da juventude negra não pode ser naturalizada. Pois, existe uma opção política do Estado em promover o genocídio do povo negro. Já que a ikupolítica é antagônica da necropolítica, que trata a morte natural como parte do ciclo da vida e não a morte produzida por um Estado que deseja aniquilar a população negra.


1 https://dmjracial.com/2022/02/10/onde-esta-meu-filho/

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