por IDMJRacial
A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial acaba de ter registrado no INPI duas de suas tecnologias sociais amplamente reconhecidas como tecnologias inovadoras na luta contra a Violência do Estado.
A primeira a ser reconhecida é a Incidência Política Popular , uma tecnologia ancestral e preta que produz um novo olhar e forma de produzir advocacy a partir dos territórios negros e de movimentos e organizações sociais que em seus 04 anos de produção tem vastos resultados concretos nos parlamentos estaduais e federal. Recentemente temos feito algumas transferências desta tecnologia para organizações e movimentos sociais pelo Brasil.
A outra tecnologia social reconhecida por patrocinadores, financiadores , apoiadores e sobretudo movimentos sociais de territórios negros é a política de desinvestimento das polícias, que produz uma nova possibilidade de enfrentar a letalidade policial com o remanejamento do orçamento público destinado a política de produção de morte das forças de segurança para as políticas sociais promotoras de vida. Em 02 anos de construção a mesma ganhou força e escala, e hoje já se encontra em 04 estados brasileiros: RJ, SP, Paraná e Espírito Santo . E no mês de outubro estará sendo transferida para organizações e movimentos sociais de Santa Catarina.
O registro das marcas dessas duas tecnologias sociais chegam em um momento exato, pois coloca um debate ético sobre a produção dessas tecnologias. Ao pensarmos essas tecnologias o desejo maior é ganhar escala e que outras organizações e movimentos sociais se apropriem das mesmas, mas de vez em quando vemos organizações e pessoas que criticavam a mesma , fazendo algo neste sentido do proposto por nossas tecnologias sociais, sem citar a fonte, o registro vem nesse pleito, de usem, se apropriem, mas com muita ética digam a fonte.
Queremos agradecer publicamente esse reconhecimento dos patrocinadores , financiadores ,apoiadores e organizações e movimentos sociais que acreditam e apostam nessas tecnologias sociais , que no início eram vistas com muita desconfiança, mas como nos ensinou Ângela Davis , precisamos produzir erros novos e essas tecnologias são esses erros novos que hoje se transformaram em ferramentas de luta para nosso povo negro.
