Ir para conteúdo

TagMilícias

MILÍCIAS E AS ELEIÇÕES DE 2020

Na Baixada Fluminense, território dominado pela política pública de milicialização, a resolução de problemas políticos e eleitorais através da política da bala e da produção de morte tornou-se um instrumento histórico de eliminação de desafetos. Por isso, a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial realizou um levantamento¹ sobre os assassinatos que tiveram como principal motivação as Eleições Municipais de 2020 na Baixada. Dado o atual cenário de expansão do poderio das milícias e a ofensiva conservadora dentro do parlamento, a IDMJR busca dar visibilidade aos homicídios que ocorrem devido a corrida eleitoral na região.

3 MESES DE PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS

Após 3 meses da proibição da realização de operações policiais durante o período de isolamento social em todo o território do Rio de Janeiro, a IDMJR segue acompanhando e sistematizando os principais impactos da liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin – ressalta-se que esta liminar foi expedida antes dos pareceres do STF para ADPF 635¹.

DESAPARECIMENTOS FORÇADOS NA BAIXADA FLUMINENSE

Os método de desaparecimentos forçados de corpos foram utilizados constantemente como forma de terror do Estado em diferentes tempos históricos e sob distintas condições. Entretanto, ressalta-se que nos dramáticos anos de ditadura empresarial-militar na América Latina, o desaparecimento forçado de pessoas foi empregado como instrumento político de amplo cerceamento de liberdade e cassação de direitos políticos.

DESAPARECIMENTOS FORÇADOS – UMA ENTREVISTA COM PROF. FÁBIO ARAÚJO

Nessa série de entrevistas que tratam sobre desaparecimentos forçados, a IDMJR convidou Fábio Araújo – Doutor em Sociologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro e pesquisador da Fiocruz. Fábio Araújo é o autor do livro “Das técnicas de fazer desaparecer corpos: desaparecimentos, violência, sofrimento e política”.

PROIBIÇÃO DAS OPERAÇÕES POLICIAIS: O QUE MUDOU NA BAIXADA?

No dia 06 de junho de 2020 o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decretou a completa proibição de operações policiais durante a pandemia de Covid-19 no Rio de Janeiro. O que deveria significar a não realização de operações policiais em favelas e periferias, porém, essa não foi a realidade. A IDMJR está monitorando os registros² de operações policiais na Baixada Fluminense e os dados mostram que a liminar do STF não está sendo cumprida.

PROJEÇÃO – NÃO AO ARMAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL DE CAXIAS

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial em parceria com o Coletivo Minas da Baixada, Favelas na Luta e o Movimenta Caxias promovemos a intervenção política cultural “Projeção por Direitos” na Praça do Pacificador em Duque de Caxias para denunciarmos essa ação da prefeitura de Caxias e afirmarmos que não precisamos de mais armas nas ruas de Duque de Caxias.

COVID-19: DROGAS E ARMAS – OS IMPACTOS DA PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS NAS FAVELAS

Os decretos de isolamento social em todo o mundo por conta do rápido contágio e expansão da pandemia de Covid-19, levaram ao fechamento de fronteiras e transportes internacionais impactando diretamente no comércio internacional de drogas e armamentos. Logo, escancarando a íntima relação entre as organizações que comandam a violência urbana e a estrutura interna dos Estados, seja através de seus falhos esquemas de fiscalização ou articulação e negociação direta com as lideranças de facções, máfias, maras e grandes organizações de comércio de armas e drogas para garantir manutenção da lucratividade e poderio do comércio dito ilegal.

OPERAÇÕES POLICIAIS DURANTE A QUARENTENA NA BAIXADA

No início de março, o Governo do Estado do Rio de Janeiro decretou isolamento social em todo o território fluminense. O que deveria significar a diminuição das operações policiais em favelas e periferias. Porém, essa não foi a realidade. A IDMJR sistematizou os registros de Operações Policiais na Baixada Fluminense ao longo de todo este ano. Após 90 dias de quarentena, a IDMJR registrou a ocorrência de 105 operações policiais na Baixada Fluminense com 23 pessoas assassinadas e 42 feridos.

É POSSÍVEL O FIM DA POLÍCIA?

Devido aos debates acumulados anteriormente, entendemos que a Polícia não faz parte da classe trabalhadora. Haja vista, em uma sociedade capitalista é impensável a inexistência da polícia, justamente porque é a instituição que possui a função social de ser o braço armado do Estado para garantir o direito inviolável da propriedade privada e a manutenção da ordem burguesa. Logo, garantindo ao capital a continuidade da expropriação baseada no racismo, no patriarcado e na subjugação de povos.