Ir para conteúdo

TagMemória

EXUMAÇÃO, O REVIVER DA DOR

O Estado e seus aparatos de segurança conseguem adoecer as mães e familiares antes, durante e após a perda dos seus entes. No dia do enterro ouvimos lamentações e condolências. Porém, em meio a tantas dores, quase não ouvimos as palavras de afeto. Seguimos o cortejo com o coração partido e em frangalhos. Estamos sofrendo a dor da perda. Essa dor é invisível, mas nos consome de um jeito que “só quem perde sabe “ (frase muito repetida por quem perde um ente querido).

BRANQUITUDE, ESQUECIMENTO E RACISMO

Era o ano de 2019, quando um militante de um movimento social que se colocava como um desconstruído na luta antirracista e que dizia reconhecer seus privilégios, realizou uma série de ações racistas contra um corpo de uma mulher negra, também militante.

QUILOMBO HIDRA DE IGUASSÚ: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS NA LUTA CONTRA AS VIOLAÇÕES DO ESTADO

A história da Baixada Fluminense é atravessada pela ideia de que esses municípios são abandonados e negligenciados, tendo uma população sem identidade coletiva, porém quando analisamos os processos de apagamento que a baixada sofreu percebemos que essa narrativa foi estruturada para o não pertencimento, sendo essas características pejorativas parte de uma produção sistematizada pelo Estado.

#DIADABAIXADA E ATUAÇÃO DA INICIATIVA

A IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje as comemorações do 30 de abril – Dia da Baixada. Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta vêm de muito longe!

POR MEMÓRIA E JUSTIÇA: JOANA E MARCOS PAULO

Marcos Paulo e Joana Bonifácio tiveram a coincidência de serem mortos em estações de trem da Supervia, e a coincidência para por aí, pois o motivo que resultou em suas mortes, é algo histórico e que estrutura todas as relações e formas de controle de corpos e metodologias de genocídio no Brasil e na Baixada Fluminense nessa sociedade capitalista, o racismo.

ANALISANDO A ESCRAVIDÃO: A SEGURANÇA PÚBLICA COMO MÉTODO DE VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO

No complexo debate da historiografia, como pensar essas estruturas exploratórias por meio da vigilância dos corpos, que na escravidão foi definidora das hierarquias, alicerçando funções de trabalho, inicialmente como os feitores e capatazes, nos períodos seguintes torna-se o trabalho da Guarda Nacional, posteriormente Polícia Militar, e seguindo a atualização dos sistemas escravagistas / capitalistas estrutura-se nos modelos do que temos na ideia atual de Segurança Pública, e segue cumprindo sua função de limpeza étnica e genocída.

8ºPODCAST IDMJR: CHACINA DA BAIXADA

Confira a entrevista exclusiva que a Silvânia Azevedo, irmã de Renato Azevedo que foi uma das vítimas da maior Chacina que ocorreu na Baixada Fluminense, que deixou um rastros de violência e destruição deixados nos trechos de Nova Iguaçu à Queimados que resultou em 29 pessoas assassinadas.

MURO DA EMILY E DA REBECCA: MEMORIAL, LUTA E RESISTÊNCIA CONTRA O GENOCÍDIO DE CRIANÇAS NEGRAS

O memorial surge como um alento para essa comunidade no bairro do Pantanal em Duque de Caxias. Ter o rosto das meninas em uma via pública, de amplo movimento é um constante grito de denúncia e uma forma de identificar que a vida da Emily e da Rebecca foi violentamente retirada pelo Estado, na execução da ação policial, e que essa tragédia não pode ser tratada apenas como mais um caso.

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

MEMÓRIAS: A LUTA PELO NÃO ESQUECIMENTO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial busca estimular as reflexões sobre as questões do debate de memória, principalmente pela memória produzida a partir da morte resultado de violações de Estado, seja por meio das forças policiais, redes de milícias ou facções de tráfico. Haja vista, o direito e garantia de memória no Brasil são ações da resistência do povo negro, pobre, favelado e periférico frente ao genocídio cotidiano do povo negro.

LANÇAMENTO: BAIXADA NEGRA VIVA

Na sociedade capitalista estruturada no racismo e patriarcado, entendemos que o combate ao racismo é diário, cotidiano e incessante. Nesse contexto, a Iniciativa Direito Memória e Justiça Racial organiza a “Campanha Baixada Negra Viva” uma série de atividades e ações de enfrentamento ao racismo no debate de segurança pública na Baixada Fluminense.