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TagLutas Sociais

CHACINA DO JACAREZINHO: ABOLIR A POLÍCIA É O ÚNICO CAMINHO

Ontem, dia 06 de maio de 2021, mais uma favela, neste caso a favela do Jacarezinho sofreu com a Violência Policial. A operação gerou o assassinato de 29 pessoas, este fato não é algo isolado ou aleatório, pelo contrário é uma regra e histórico. Diante de mais essa carnificina realizada pelo Estado contra um território negro abolir a polícia é o único caminho. Não trata-se de um sonho, e sim, algo concreto e já é uma realidade e está em processo.

BRANQUITUDE, ESQUECIMENTO E RACISMO

Era o ano de 2019, quando um militante de um movimento social que se colocava como um desconstruído na luta antirracista e que dizia reconhecer seus privilégios, realizou uma série de ações racistas contra um corpo de uma mulher negra, também militante.

QUILOMBO HIDRA DE IGUASSÚ: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS NA LUTA CONTRA AS VIOLAÇÕES DO ESTADO

A história da Baixada Fluminense é atravessada pela ideia de que esses municípios são abandonados e negligenciados, tendo uma população sem identidade coletiva, porém quando analisamos os processos de apagamento que a baixada sofreu percebemos que essa narrativa foi estruturada para o não pertencimento, sendo essas características pejorativas parte de uma produção sistematizada pelo Estado.

#DIADABAIXADA E ATUAÇÃO DA INICIATIVA

A IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje as comemorações do 30 de abril – Dia da Baixada. Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta vêm de muito longe!

POR MEMÓRIA E JUSTIÇA: JOANA E MARCOS PAULO

Marcos Paulo e Joana Bonifácio tiveram a coincidência de serem mortos em estações de trem da Supervia, e a coincidência para por aí, pois o motivo que resultou em suas mortes, é algo histórico e que estrutura todas as relações e formas de controle de corpos e metodologias de genocídio no Brasil e na Baixada Fluminense nessa sociedade capitalista, o racismo.

ABOLIÇÃO DAS POLÍCIAS: UMA PESQUISA DE OPINIÃO SOBRE SEGURANÇA PÚBLICA

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial percebe a importância de estimular o debate público sobre como os indivíduos avaliam o atual sistema de segurança pública brasileira, bem como, a possibilidade e o interesse de pensar em um mundo sem polícias e sem prisões.
Por isso, entendemos a importância de criar um diagnóstico sobre a relação da polícia com a sociedade, bem como, qual o atual impacto social do debate de abolicionismo das polícias e prisional.

ANALISANDO A ESCRAVIDÃO: A SEGURANÇA PÚBLICA COMO MÉTODO DE VIGILÂNCIA E PUNIÇÃO

No complexo debate da historiografia, como pensar essas estruturas exploratórias por meio da vigilância dos corpos, que na escravidão foi definidora das hierarquias, alicerçando funções de trabalho, inicialmente como os feitores e capatazes, nos períodos seguintes torna-se o trabalho da Guarda Nacional, posteriormente Polícia Militar, e seguindo a atualização dos sistemas escravagistas / capitalistas estrutura-se nos modelos do que temos na ideia atual de Segurança Pública, e segue cumprindo sua função de limpeza étnica e genocída.

8ºPODCAST IDMJR: CHACINA DA BAIXADA

Confira a entrevista exclusiva que a Silvânia Azevedo, irmã de Renato Azevedo que foi uma das vítimas da maior Chacina que ocorreu na Baixada Fluminense, que deixou um rastros de violência e destruição deixados nos trechos de Nova Iguaçu à Queimados que resultou em 29 pessoas assassinadas.

LANÇAMENTO: #8MDASPRETAS

Para relembrar as que vieram antes de nós, durante a semana do Dia Internacional da Mulher, a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial promoverá a Campanha #8MdasPretas para ratificar o protagonismo das mulheres negras na luta por direitos sociais femininos e na luta contra a violência do Estado. Confira a nossa programação!

NOVO NORMAL: COVID-19 E O CAPITALISMO

O Novo Normal tão propagado pela mídia hegemônica está bem longe da realidade da classe trabalhadora brasileira, bem distante das moradoras e moradores de favelas e periferias e principalmente do povo negro. O ano já inicia com um cenário cruel e desafiador para aqueles que não possuem direito ao isolamento social, sem garantia de proteção social, nem acesso à água e à habitação decentes: nada novo, por sinal.

ATO POR EMILY E REBECA – BAIXADA FLUMINENSE: EXISTE E RESISTE!

Na última sexta-feira, Emilly Victoria, de 4 anos e Rebeca Beatriz , de 7 anos, foram vítimas da dita bala perdida, vindo a óbito. Com mais essas duas mortes, chegamos a 12 crianças mortas por bala perdida na Baixada Fluminense-RJ. Para Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial essas mortes são responsabilidade do Estado e que não devemos cair na armadilha da dualidade: se foi polícia ou tráfico que dispararam.

PACIFISMO DA BRANQUITUDE

O discurso pacifista observado, por nós, da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial é oriundo dos privilégios da própia branquitude, que têm seus corpos historicamente resguardados e intocáveis nessa sociedade. Por isso, afirmamos que esse discurso pacifista pode representar mais do que uma simples narrativa e sim mecanismos de manutenção de privilégios através da contenção das revoltas populares.