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COMO CONSTRUIR POLÍTICA POPULAR EM TERRITÓRIOS DE MILÍCIAS?

Por isso, quando as políticas públicas são colocadas como exclusivamente um mecanismo de promover igualdade para todos é tentar imputar a humanização de um sistema de modo de produção de vida programado para gerar miséria. Na Baixada a organização das políticas públicas sempre estiveram mediadas pela colonização, antes dos coronéis, posteriormente dos militares e atualmente dos milicianos.

PODER DO ESTADO: AUTONOMIA DAS POLÍCIAS

A partir da eleição de Bolsonaro e do agora impeachmado Wilson Witzel (PSC), ocorreu a intensificação da política de Segurança Pública baseada no controle das milícias, assistimos as polícias militares e civil ganhando força política, orçamentária e bélica, um grau de autonomismo pouco visto na história da Política de Segurança Pública do Estado do RJ. Ressalta-se que essa autonomia das polícias não está dissociada da escolha política do Estado, pelo contrário, implementa o projeto político do Estado através do encarceramento em massa e genocídio cotidiano do povo negro.

NOVO NORMAL: COVID-19 E O CAPITALISMO

O Novo Normal tão propagado pela mídia hegemônica está bem longe da realidade da classe trabalhadora brasileira, bem distante das moradoras e moradores de favelas e periferias e principalmente do povo negro. O ano já inicia com um cenário cruel e desafiador para aqueles que não possuem direito ao isolamento social, sem garantia de proteção social, nem acesso à água e à habitação decentes: nada novo, por sinal.

“QUEM SÃO OS CULPADOS?”: A POLÍCIA COLOMBIANA, SEUS MORTOS E SEUS MONSTROS

Os reformadores da polícia estão em alvoroço na Colômbia. Nos últimos dias, temos visto depoimentos de especialistas sobre segurança pública se multiplicarem no país vizinho, buscando encontrar “novas” fórmulas por meio das quais se podem evitar notícias escandalosas como a morte de 14 pessoas por ação policial em 3 dias.

É POSSÍVEL O FIM DA POLÍCIA?

Devido aos debates acumulados anteriormente, entendemos que a Polícia não faz parte da classe trabalhadora. Haja vista, em uma sociedade capitalista é impensável a inexistência da polícia, justamente porque é a instituição que possui a função social de ser o braço armado do Estado para garantir o direito inviolável da propriedade privada e a manutenção da ordem burguesa. Logo, garantindo ao capital a continuidade da expropriação baseada no racismo, no patriarcado e na subjugação de povos.

ENTREVISTA COM IBIS PEREIRA: POLICIAL É CLASSE TRABALHADORA?

O Estado que formula e estrutura essas opressões atua por meio de instituições, sendo uma delas a própria Polícia, que sob o véu da ação da Segurança Pública promove barbáries cotidianas. Porém, nesse mesmo cenário figura a pergunta: Policial é classe trabalhadora?
A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial, entrevistou o ex- comandante da PMERJ IBIS PEREIRA, que apresentou sua perspectiva sobre essa reflexão. 

LIVE DA IDMJR: ADPF 635 – OPERAÇÕES POLICIAIS NA BAIXADA FLUMINENSE

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial – IDMJR vem propor uma Live para discutirmos a ADPF 635 que foi ajuizada em novembro de 2019 no Supremo Tribunal Federal, que questiona a política de segurança pública genocida realizada pelo Estado do Rio de Janeiro. E também vamos contar com o Pré-Lançamento do Boletim Especial sobre Covid-19 e as Milícias na Baixada Fluminense. Uma análise da operações policiais e atuação das milícias na Baixada durante o período de isolamento social.