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TagBaixada Fluminense

BAIXADA FLUMINENSE: TERRITÓRIOS, DISPUTAS E AÇÃO COLETIVA DE MULHERES NEGRAS

Desenvolver ações e morar dentro de um mesmo território é um grande desafio para mulheres  negras na Baixada Fluminense. O cuidado com o outro precisa ser cercado de inúmeros autocuidados que nem sempre essas mulheres têm condições e tempo de realizar. 25 de Julho com a celebração de Mulheres Negras, Latino Americana e Caribenhas mostra também um panorama de barreiras que mulheres lidam dia a dia, na tentativa de tornar seus territórios menos desiguais. O projeto Apadrinhe um Sorriso, trouxe um impacto positivo para muitas crianças e suas famílias, entretanto sua idealizadora e nossa convidada apresentou reflexões fundamentais sobre território da baixada e suas especificidades. 

EDITORIAL: POR QUE PRECISAMOS FALAR DE POLÍTICA DE DROGAS NA BAIXADA FLUMINENSE?

Em recente relatório produzido pela IDMJR sobre o impacto de 01 ano de suspensão das operações policiais na Baixada Fluminense expedida pelo Supremo Tribunal Federal, ao monitorarmos as operações policiais, nos deparamos que 90% das operações policiais realizada pela PM tiveram como motivações a apreensão de drogas e armas, encarceramento e tráfico de drogas, ou seja, o Estado a partir das polícias produzem a morte e o encarceramento da população negra sobre o discurso de guerra as drogas, que na real é guerra aos negros e periféricos.

POR MEMÓRIA E JUSTIÇA: JOANA E MARCOS PAULO

Marcos Paulo e Joana Bonifácio tiveram a coincidência de serem mortos em estações de trem da Supervia, e a coincidência para por aí, pois o motivo que resultou em suas mortes, é algo histórico e que estrutura todas as relações e formas de controle de corpos e metodologias de genocídio no Brasil e na Baixada Fluminense nessa sociedade capitalista, o racismo.

10 MESES DE PROIBIÇÃO DE OPERAÇÕES POLICIAIS

Já são 10 meses de proibição da realização de operações policiais durante o período de isolamento social em todo o território do Rio de Janeiro, a IDMJR segue acompanhando e sistematizando os principais impactos da liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin no dia 06 de junho de 2020 – ressalta-se que esta liminar foi expedida antes dos pareceres do STF para ADPF 635¹.

8 MESES DE PROIBIÇÃO DAS OPERAÇÕES POLICIAIS

Chegamos aos 8 meses da proibição da realização de operações policiais durante o período de isolamento social em todo o território do Rio de Janeiro, a IDMJR segue acompanhando e sistematizando os principais impactos da liminar expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin no dia 06 de junho de 2020 – ressalta-se que esta liminar foi expedida antes dos pareceres do STF para ADPF 635¹.

PRODUÇÃO DA MORTE EM BELFORD ROXO

Dado esse contexto, conseguimos entender a latente produção de morte no capitalismo dependente brasileiro e em áreas predominantemente pretas não há limites para produção de morte cotidiana, como o caso de Belford Roxo. Em que a execução de corpos negros diariamente não gera comoção popular e nem visibilidade midiática.

ATO POR EMILY E REBECA – BAIXADA FLUMINENSE: EXISTE E RESISTE!

Na última sexta-feira, Emilly Victoria, de 4 anos e Rebeca Beatriz , de 7 anos, foram vítimas da dita bala perdida, vindo a óbito. Com mais essas duas mortes, chegamos a 12 crianças mortas por bala perdida na Baixada Fluminense-RJ. Para Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial essas mortes são responsabilidade do Estado e que não devemos cair na armadilha da dualidade: se foi polícia ou tráfico que dispararam.

ACESSO A INFORMAÇÕES SOBRE DESAPARECIMENTOS FORÇADOS

Os métodos de desaparecimentos forçados de corpos vem cotidianamente sendo utilizado como forma de terror do Estado em diferentes tempos históricos e sob distintas condições. O caráter de privação de liberdade através da captura, sequestro, tortura, mutilação e outros métodos torpes de desumanização e controle de corpos que se inicia no processo escravista que passa durante a vigência do período ditatorial brasileiro deixaram marcas latentes na memória social e na atuação política da sociedade até os dias atuais. Apenas  nos 5  meses  de  2019,  531  pessoas desapareceram, um  aumento  de  6,2%  em  relação ao  mesmo  período  de  2018. 

MEMORIAL MÃES NEGRAS E PERIFÉRICAS NA BAIXADA FLUMINENSE

No último sábado, dia 21/11, ocorreu no campo do Luizinho localizado em Éden – São João de Meriti/RJ a nossa última atividade da Campanha #BaixadaNegraViva, a inauguração do memorial em grafite “Mães Negras e Periféricas na Luta contra o Terrorismo do Estado”.A intervenção artística foi realizada pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial e a Rede Nacional de Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado e contou com a parceria da organização local, Projeto Inclusão.

FAVELAS E PERIFERIAS DERROTAM A POLÍTICA DE MORTE DO ESTADO

A ADPF das Favelas apresenta ao STF que o Estado do Rio de Janeiro vem violando o direito da população negra, pobre, favelada e periférica com sua política de segurança pública de produção da morte.

A ADPF 635 possui uma especificidade importante:  a inédita participação da Baixada Fluminense, de organizações e movimentos de favelas e movimentos de mães e familiares vítimas da violência do Estado. Tal marco histórico apenas foi possível devido a atuante incidência política dos movimentos de favelas e periferias sobre a política de morte que o Estado promove em territórios predominantemente negros.

MULHERES NEGRAS MOVIMENTANDO A BAIXADA – UMA ENTREVISTA COM FÁTIMA MONTEIRO

Fátima Monteiro, mulher negra que luta pela a liberdade de todas as mulheres, também é agente comunitária de saúde em Jardim Gramacho, moradora de Duque de Caxias e atua com eixos de garantias de direitos da população. Integrante do Fórum de Mulheres, do Movimento Negro Unificado, da Comissão Pequena África e do coletivo Parem de Nos Matar, sempre na luta contra as opressões e pela liberdade do povo preto e nessa entrevista falará sobre as trajetórias percorridas, enfrentamentos contra as violências do Estado e das perspectivas de um futuro digno e feliz para as mulheres negras em nossa sociedade.

PROJEÇÃO – NÃO AO ARMAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL DE CAXIAS

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial em parceria com o Coletivo Minas da Baixada, Favelas na Luta e o Movimenta Caxias promovemos a intervenção política cultural “Projeção por Direitos” na Praça do Pacificador em Duque de Caxias para denunciarmos essa ação da prefeitura de Caxias e afirmarmos que não precisamos de mais armas nas ruas de Duque de Caxias.