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A RESISTÊNCIA DE MULHERES NEGRAS NA BAIXADA FLUMINENSE

A subjugação da mulher perpassa por todas as instâncias sociais, principalmente no caso das mulheres negras que são submetidas desde jornadas triplas de trabalho, menores remunerações, objetificação e sexualização do corpo, pouca representatividade política e maiores chances de serem assassinadas e abusadas. As histórias das mulheres negras estão permeadas por resistência, ancestralidade e luta por sobrevivência diária. Por isso, escolhemos contar um pouco da história de uma militante negra importantíssima na luta contra violência de Estado na Baixada Fluminense.

MAB – UM MOVIMENTO COMUNITÁRIO NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO

O Movimento das Associações de Moradores de Nova Iguaçu – MAB marcou historicamente a cena politica de Nova Iguaçu, desde a organização de lutas pelo direito à cidade, como acesso a água, saneamento básico e energia elétrica até o enfrentamento cotidiano a Violência de Estado na Baixada em uma época de domínio dos grupos de extermínios nos bairros. Por isso, Luiz Bruno, uma importante liderança iguaçuana dos movimentos comunitários nos brindou com esta estigante entrevista sobre a fundação e atuação do MAB.

MÃE BEATA DE IEMANJÁ: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS NA BAIXADA FLUMINENSE

Não é possível recontar a história de luta contra a brutal violência do Estado na Baixada Fluminense sem falar de uma figura histórica da região, que para além da sua enorme contribuição religiosa também se destacou pelo seu enfrentamento e combatividade en defesa dos direitos humanos em áreas faveladas e periféricas: Mãe Beata, uma liderança religiosa, militante, escritora e intelectual que construiu um legado de luta e resistência na Baixada Fluminense.

LUTAS SOCIAIS NA CLANDESTINIDADE DURANTE A DITADURA MILITAR

A campanha 30 de abril – Dia da Baixada: Memórias e Resistências contra a violência do Estado da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial quer protagonizar essas memórias no intuito de valorizar a luta que se faz silenciosa e cotidianamente. Nessa entrevista apresentamos o militante Ernande Silva, que faz parte do cenário das resistências pelo direito à vida, cidadania e liberdade na baixada.

HIDRA IGUAÇUANA: UM PASSADO DE LUTAS E RESISTÊNCIAS NA BAIXADA FLUMINENSE

A resistência pautada na trajetória de mulheres negras na Baixada Fluminense, rememora a fundação desses territórios, pela organização social do Quilombos, que durante boa parte do regime escravagista no Brasil, existiu como enfrentamento à violência e ressignificação das vivências africanas no “Novo Mundo”. Fruto do epistemicídio devido ao racismo estrutural fundante da sociedade brasileira, o legado do nosso povo não é contado nos livros de história, que intensifica ainda mais a invisibilidade e o desconhecimento do legado de resistência e protagonismo do nosso povo na história do país.

CAMPANHA 30 DE ABRIL – DIA DA BAIXADA: MEMÓRIAS E RESISTÊNCIAS CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial – IDMJR tem por um dos seus eixos de trabalho/militância a garantia da memória e não esquecimento do legado do nosso povo. Por isso, iniciamos hoje a Campanha 30 de abril – Dia da Baixada: Memórias e Resistências contra a violência do Estado que busca reafirmar que nossos passos na luta contra a violência do Estado na Baixada Fluminense vêm de muito longe. A Campanha pretende publicar 06 entrevistas com lideranças comunitárias , militantes e pesquisadores falando de movimentos e organizações sociais que lutaram e lutam contra a violência do Estado na Baixada e uma mini biografia sobre uma das principais lideranças da Baixada.

CHACINA EM MIGUEL COUTO DURANTE A QUARENTENA DO COVID-19

Acabamos de receber informações que no final da noite de 23 de abril, dia de São Jorge para os católicos ou Ogum para os de Axé, mais uma Chacina acaba de acontecer na Baixada Fluminense-RJ.
Informações relatam que homens passaram e atiraram para dentro de uma padaria no Parque Samá no bairro da Grama em Miguel Couto – Nova Iguaçu executando 3 pessoas e deixando vários feridos no local.

LANÇAMENTO DO BOLETIM ESPECIAL IDMJR: COVID-19 E AS MILÍCIAS NA BAIXADA FLUMINENSE

Mesmo em tempos de quarentena, o braço armado do Estado promove o genocídio letal da população negra, pobre, favelada e periférica. Por isso, a IDMJR reuniu informações das operações policias e atuação das milícias na Baixada durante o período de isolamento social. No dia 30/04 será realizada uma Live de Lançamento da Edição Especial do Boletim da IDMJR: Covid-19 e as Milícias na Baixada Fluminense.

LIVE DA IDMJR: ADPF 635 – OPERAÇÕES POLICIAIS NA BAIXADA FLUMINENSE

A Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial – IDMJR vem propor uma Live para discutirmos a ADPF 635 que foi ajuizada em novembro de 2019 no Supremo Tribunal Federal, que questiona a política de segurança pública genocida realizada pelo Estado do Rio de Janeiro. E também vamos contar com o Pré-Lançamento do Boletim Especial sobre Covid-19 e as Milícias na Baixada Fluminense. Uma análise da operações policiais e atuação das milícias na Baixada durante o período de isolamento social.

COVID-19: DESAPARECIMENTOS FORÇADOS E A SUSPENSÃO DE REGISTROS DE ÓBITOS

A portaria publicada pelo Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Justiça propiciam que durante o contexto do COVID-19, fica autorizado para os estabelecimentos de saúde e na ausência de familiares ou pessoas conhecidas do falecido, enviar os corpos direto para cemitérios para realizarem cremações e sepultamentos sem a necessidade da devida certidão civil de óbito, precisando apenas da declaração do óbito.

AMANHÃ É DIA DE VISITA!

Muitas realidades poderiam ser apresentadas, cada família tem uma narrativa e uma maneira peculiar de reagir a visita no sistema prisional. Contudo, ir à prisão e enfrentar a via dolorosa é extremamente desgastante. Há todo um processo para acessá-la, saber a relação de itens e valores permitidos, as roupas a serem usadas, as vasilhas que devem ser levadas. Tudo conforme os critérios estabelecidos na resolução da Seap e dos(as) guardas.